Saiu na data de hoje (02/07/2020) a mais importante publicação do mundo sobre a situação Global do Lixo Eletrônico.

De acordo com a matéria abaixo, publicada no Jornal Valor Econômico na data de hoje, o Brasil é o quinto maior produtor mundial desses produtos descartáveis, com baterias e tomadas.

https://valor.globo.com/brasil/noticia/2020/07/02/brasil-queima-us-22-bi-em-lixo-eletrnico-por-ano-diz-agncia-da-onu.ghtml

O Brasil pode estar queimando ou jogando fora, por ano, cerca de US$ 2,2 bilhões de lixo eletrônico contendo fragmentos de ouro, prata, cobre e outros materiais de alto valor, de acordo com estimativas de economistas das Nações Unidas. Globalmente, a perda anual com um lixo que deveria ser melhor coletado para tratamento e reutilização é estimada em US$ 57 bilhões.

Segundo relatório global sobre lixo eletrônico, divulgado nesta quinta-feira pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), o Brasil é o quinto maior produtor mundial desses produtos descartáveis, com baterias e tomadas, e o maior da América Latina, o que também se explica pelo tamanho de sua população. O volume cresceu 12,38% nos últimos cinco anos – abaixo da média mundial –, de 1,907 milhão de toneladas em 2016 para 2,143 milhões em 2019.

Em termos de coleta e reutilização, o dado oficial mais recente é de 2012, de 140 toneladas. Mas recentemente, uma pesquisa feita pelo governo mostrou que 113 empresas em São Paulo e Rio de Janeiro disseram estar fazendo coleta apropriada, número considerado elevado pelos técnicos.

Os países que mais produzem esse tipo de lixo são China, EUA, Índia, Japão e Brasil. Em termos de produção por habitante, no entanto, o Brasil não está nem entre os 20 primeiros. O brasileiro produziu 10,2 quilos de lixo eletrônico em 2019, na média, comparado a 7,4 quilos cinco anos antes.

Os campeões mundiais nessa categoria são Noruega (26 quilos por habitante por ano), Reino Unido (23,9 quilos) e Suíça (23,4 quilos). A diferença é que esses países têm fortes programas de reciclagem, chegando a 72% do lixo no país nórdico.

Entre as grandes economias emergentes, a Índia produz 2,4 quilos por habitante por ano, e a China, 7,2 quilos. Pela média global, no ano passado, cada pessoa no planeta produziu 7,3 quilos desse lixo.

Na América Latina, o relatório aponta México, Costa Rica, Colômbia e Peru como os mais capazes de fazer uma gestão ambientalmente saudável de lixo eletrônico, pois já estão trabalhando para melhorar seus sistemas. Ao mesmo tempo, nota que apenas Brasil e Chile estão estabelecendo as bases para começar a implementar um quadro regulamentar formal para o lixo eletrônico.

O relatório “Global E-waste Monitor 2020” aponta um certo alarme com a produção recorde de 53,6 milhões de toneladas de lixo eletrônico no ano passado, ou 21% a mais que há cinco anos.

Diante do crescente consumo de equipamentos elétricos e eletrônicos, com curto ciclo de vida e poucas opções de conserto, a ONU projeta que esse tipo de lixo alcançará 74 milhões de toneladas até 2030.

A estimativa é de que somente 17,4% do lixo eletrônico foi coletado ou reciclado. Significa uma perda de bilhões de dólares, já que a maior parte é jogada fora ou queimada. Além disso, esse lixo é um risco para a saúde e o meio ambiente, contendo aditivos tóxicos ou substâncias perigosas, como mercúrio, que danificam o cérebro humano e/ou o sistema de coordenação.

Em termos regionais, a Ásia gerou o maior volume de lixo eletrônico em 2019 (24,9 milhões de toneladas), seguido pelas Américas (13,1 milhões) e Europa (12 milhões), enquanto África produziu 2,9 milhões e a Oceania, 0,7 milhão.

Acesse o site do Global E-Waste Monitor da ONU – Clique Aqui

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